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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Produtores de etanol cobram mais incentivos à fabricação do combustível


Apesar da publicação de uma MP para aumentar a estocagem do produto, setor cobra mais ações para elevar a oferta.

Com o objetivo de estabilizar a oferta de etanol, durante o período de entressafra, e reduzir a volatilidade dos preços do combustível, o governo brasileiro editou uma Medida Provisória para estimular a estocagem do produto em território nacional. Publicada esta semana no Diário Oficial da União (DOU), a MP 554 está em vigor e destina recursos de até R$ 2,5 bilhões, no prazo de cinco anos, para o setor.

Apesar do avanço, os produtores de etanol reivindicam outros incentivos. Segundo o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Antônio de Pádua Rodrigues, o setor carece, além de incentivos para a estocagem, de ações para estimular a produção de cana. “Precisamos produzir, aumentar a oferta. Se isso não acontecer, a MP não tem muito efeito”, disse. Para Rodrigues, políticas com esse objetivo ainda não foram criadas, apesar de ser fundamental elevar a oferta do produto para, como consequência, aumentar os estoques.

Mas ainda de acordo com o diretor da Unica, a edição da MP é uma conquista importante. “É o primeiro passo. Nós já estocamos etanol porque nossa atividade é sazonal, produzimos em seis meses de safra e comercializamos o produto em um ano. Será melhor trabalhar com condições mais favoráveis”, avalia.

As condições a que Rodrigues se refere são os recursos, na ordem de R$ 500 milhões por ano, originados de três fontes: Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), taxa cobrada na comercialização de combustíveis; Poupança Rural ou por meio de outras fontes indicadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Ao CMN, segundo a MP, cabe a responsabilidade de definir os termos dessas operações. Entre os critérios, por exemplo, a instituição deve definir o volume anual de recursos, beneficiários, prazos de financiamento e a forma de amortização, encargos financeiros, instituições operadoras e sua remuneração, além de garantias mínimas exigidas.

Juros menores
A medida também autoriza a União a conceder subsídios econômicos às instituições financeiras oficiais federais. A intenção é incentivá-las a oferecer juros menores para as operações de financiamento e reduzir os custos das usinas de etanol, desde que a finalidade das operações seja a estocagem do álcool combustível.

De qualquer forma, Rodrigues destaca outros pontos importantes que ainda não foram contemplados pelo governo. “A regra só indica as fontes de financiamento. Não trata das condições dos juros, nem do valor do etanol que será financiado. Tudo vai depender de normas que serão decididas pelo Ministério da Fazenda e pelo CMN”, afirmou à Agência CNT de Notícias (CNT, 4/1/12)


Fonte: brasilagro.com.br

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Vendas de veículos devem crescer quase 6% em 2012

A Fenabrave (associação das revendas de automóveis) estimou nesta quarta-feira uma alta de 4,5% nas vendas de automóveis e comerciais leves em 2012, para 3,58 milhões de unidades, após o resultado do ano passado ficar um pouco abaixo do esperado.

Incluindo ônibus, caminhões e motos, a entidade prevê crescimento de 5,76% nas vendas este ano, para 5,89 milhões de unidades.

A Fenabrave esperava crescimento de 5,9% nas vendas de automóveis e comerciais leves em 2011, mas o resultado acabou sendo de alta de 2,9%, em meio a medidas do governo para conter importações de veículos no país.

Em dezembro, o setor registrou vendas de 329,2 mil automóveis e comerciais leves, aumento de 7,85% ante novembro, mas queda de 8,87% sobre um ano antes, pressionada por uma base de comparação mais forte.
Enquanto isso, as vendas de caminhões cresceram 16,23% em dezembro contra novembro, e as de ônibus subiram 23% na mesma comparação. No total, o setor registrou alta de 8,34% nas vendas em relação a novembro, para 348,38 mil unidades. Na comparação com dezembro de 2010, porém, houve queda de 8,69%.

No ano passado, foram vendidos 3,63 milhões de veículos, alta de 3,36% sobre o volume vendido no ano anterior.

No acumulado de 2011, a Fiat liderou o ranking das montadoras, com vendas de 754,2 mil automóveis e comerciais leves, participação de mercado de 22%.

A Volkswagen ficou em segundo lugar, com 698,3 mil unidades vendidas, equivalentes a uma fatia de 20,4% do setor.

A General Motors vendeu 632,1 mil unidades, respondendo por 18,45% do mercado, seguida pela Ford, com vendas de 314 mil unidades e 9,2% do setor. A Renault, enquanto isso, fechou o ano com 194,3 mil emplacamentos, ou 5,7% do mercado.


Fonte: Alberto Alerigi Jr. / carros.uol.com.br

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Adulteração do combustível compromete motor

http://oglobo.globo.com/fotos/2008/08/23/23_MHG_extra_avenida_brasil.jpg
Ao aumentar a mistura de produtos químicos mais baratos, dono do posto aumenta lucro e causa prejuízos ao consumidor

Abastecer o carro com o combustível errado pode ser apenas uma desatenção por parte do frentista, mas quando se trata de combustível adulterado fica nítida a tentativa de lucro abusivo. O combustível adulterado é aquele que não está dentro das especificações legais, contendo mais álcool ou mais solventes do que a legislação determina. Ao aumentar a mistura desses produtos químicos mais baratos, o dono do posto aumenta seu lucro e causa sérios prejuízos ao consumidor.

Quando o combustível recebe água para render mais, são grandes as chances de oxidação da bomba de combustível e de danificação do motor. Já quando o combustível é misturado com solventes, o problema é ainda mais grave. A borracha de vedação do sistema de combustível, o tanque e a tubulação do filtro são danificados. Para piorar a situação, a queima do solvente libera resíduos altamente poluentes na atmosfera.


Fonte: JC Online

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Divulgação sobre teste de qualidade de combustível poderá ser obrigatória

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1984/11, do deputado Jefferson Campos (PSD-SP), que obriga os postos de gasolina a afixar placas de orientação ao consumidor sobre seu direito ao teste gratuito da qualidade do combustível. O teste foi estabelecido pela Portaria 248/00, da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

De acordo com a proposta, a placa de orientação deverá ter dimensões de 50 por 60 centímetros e trazer a seguinte inscrição: "Consumidor: você tem direito ao teste gratuito de qualidade do combustível”.
Ainda segundo o texto, a placa será afixada na área externa do posto e em local visível aos consumidores.

As despesas decorrentes de sua confecção serão custeadas pelos proprietários dos postos revendedores de combustíveis. A fiscalização pelo cumprimento da lei ficará a cargo do governo federal, por intermédio do órgão competente.

Multa

O revendedor de combustíveis que não cumprir a norma prevista no projeto, terá que pagar multa de R$ 1 mil. Em caso de reincidência, a penalidade será de três vezes este valor.

Jefferson Campos explica que a aferição da qualidade do combustível pode ser feita facilmente. Ele lembra que para testar a gasolina, todos os postos possuem uma proveta de 100 ml. São colocados 50 ml de gasolina e 50 ml de água. Como o álcool se separa da gasolina e se mistura à água, é possível verificar se a porcentagem de álcool está correta.

Por regulamentação do governo, atualmente a gasolina possui 25% de álcool. Portanto, 50 ml de gasolina devem conter no máximo 12,5 ml de álcool. “O teste é simples e prático, o que assegura ao consumidor estar colocando gasolina conforme os padrões de qualidade da ANP”, conclui.

Impacto ambiental

O deputado lembra que o combustível adulterado, além de causar danos ao motor do veículo, também tem um impacto ambiental maior, pois tem mais poluentes que o combustível normal. Ele assinala que muitos proprietários de veículos só descobrem que foram vítimas de adulteração, quando o carro começa apresentar problemas, como perda de potência e aumento do consumo. Jefferson Campos afirma que, além dos prejuízos para o automóvel e para o meio ambiente, a adulteração de combustível também significa sonegação de impostos.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor; Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e Constituição e Justiça e de Cidadania.


Fonte: Agência Câmara de Notícias