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terça-feira, 31 de julho de 2012

Brasil nunca importou tanto combustível



O Brasil nunca importou tanto combustível como agora. Sem etanol suficiente, produção de gasolina estagnada e consumo em alta, o País foi obrigado a elevar as compras externas para evitar um colapso no mercado doméstico. Só neste ano (até maio), o volume de gasolina importada cresceu 315%, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

As operações custaram cerca de US$ 1,4 bilhão. O valor representa 83% dos gastos realizados em todo o ano de 2011, quando as importações já haviam crescido 332%. Por enquanto, não há expectativa de mudança no cenário. Pelo contrário. O ritmo de importação deve continuar em alta, pelo menos, até o ano que vem Depois, o crescimento deve se acomodar. A previsão de especialistas é de que as importações se estabilizem num nível elevado. 

A solução do problema, porém, deve demorar a chegar, e depende de uma série de fatores, como a entrada em operação das refinarias da Petrobrás e a definição sobre o papel do etanol na matriz energética brasileira. A crise da indústria de cana-de-açúcar, iniciada em 2008 com a quebra do Lehman Brothers, explica uma parte do aumento das importações, destacou o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edmar de Almeida. 

De lá pra cá, muitas usinas fecharam as portas por causa do elevado endividamento. Quem continuou no mercado pisou no freio e reduziu os investimentos, especialmente na renovação dos canaviais. Resultado: a produtividade caiu e o volume de etanol desabou. Na safra 2011/2012, a produção do biocombustível recuou 17%, algo em torno de 5 bilhões de litros.

O setor, que passou os últimos anos trabalhando para liderar a exportação de etanol no mundo, teve de importar 1,45 bilhão de litros de etanol para atender o mercado. "Os estudos da ANP e da Petrobrás previam um aumento na produção de etanol que não se realizou. Isso desmontou o planejamento para a oferta de combustíveis", explicou Almeida.

Enquanto isso, o consumo de combustíveis não parou de crescer, especialmente porque o governo deu subsídio para a compra do carro zero - de janeiro a junho deste ano, 1,6 milhão de carros novos entraram no mercado. Com o etanol menos competitivo por causa da crise do setor, os motoristas migraram para a gasolina, observou o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires. No ano passado, o consumo do combustível subiu em média 19% em relação a 2010 e o etanol hidratado caiu 28%. Neste ano, o uso da gasolina já subiu 11% e o do álcool recuou 14%.

Pires destacou que o consumo de outros combustíveis também cresceu e exigiu volume maior de importação. O consumo de diesel subiu 37% este ano por causa do agronegócio - que sustenta a balança comercial brasileira - e pela expansão da construção civil. Com o aumento de passageiros viajando de avião, o uso da querosene de aviação avançou 17,5%. "Estamos importando cada vez mais todos os tipos de combustível", criticou o diretor do CBIE.





Fonte: Aência Estado
Foto: Google

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Entenda as diferenças entre combustível comum e aditivado



Você para seu carro na frente de uma bomba de combustível em um posto, e o frentista pergunta se o abastecimento será com gasolina comum, aditivada ou premium. Pelo menos uma vez na vida todo motorista já se perguntou com qual combustível encher o tanque: comum ou aditivada?
Quais são as principais diferenças entre o combustível comum, aditivado e premium?
De acordo com Remo Lucioli, diretor da Inforlub Brasil, empresa especializada em lubrificação automotiva, a gasolina comum não contém aditivos de limpeza e dispersantes. Isso significa que, ao longo do tempo, há o acúmulo de detritos no motor e no sistema de combustão. A gasolina aditivada traz uma série de detergentes especiais misturados ao combustível, que trabalham para "limpar" todo o sistema do veículo. Por último, a gasolina premium, assim como o combustível aditivado, traz componentes de limpeza especiais, porém tem mais octanas, e emite menos enxofre durante a queima, causando menos impacto ambiental, já que polui menos.
O motor fica mais econômico quando se usa combustível aditivado?
Segundo, Francisco Satkunas, engenheiro e conselheiro da SAE Brasil, a função do combustível "especial" e dos aditivos está apenas relacionada com a limpeza dos componentes internos e não no aumento de rendimento ou na performance do motor.
Usar gasolina aditivada tem o mesmo efeito que usar gasolina comum e de tempos em tempos usar um aditivo?
Satkunas e o consultor técnico da Fiat, Ricardo Dilser, defendem que os aditivos não são certificados, e não é possível saber as reais substâncias presentes. Logo, não é recomendado usar aditivo, apenas o combustível aditivado. Para Lucioli, o efeito da combustível aditivado é o mesmo que a combinação gasolina e aditivos, mas sua proporção deve seguir as indicações do fabricante do aditivo. Segundo ele, a vantagem é um controle efetivo da aditivação, sem o risco de fraude existente nos postos.
O que são os chamados "detergentes" presentes no combustível aditivado?
Satkunas explica que os detergentes da gasolina são hidrocarbonetos específicos para a limpeza e nada têm a ver com o detergente de cozinha. É um detergente na acepção do termo, o que significa que tem ação detergente.
Por que alguns modelos sugerem o uso de gasolina aditivada?
Segundo Lucioli, isso acontece com base no fato de a gasolina aditivada ser um produto um pouco mais elaborado, como opção para uso em alguns veículos com tecnologia avançada com o intuito de manter o sistema de alimentação mais protegido garantindo assim um boa performance do motor. Dilser, da Fiat, no entanto, diz que a maioria das montadoras habilita os veículos para receber etanol, gasolina ou gasolina aditivada, no caso de modelos flex, e que a rodagem é a mesma com os três combustíveis.
Os motores atuais são modernos e não precisam de combustível aditivado?
Segundo Dilser, sim. Atualmente, existem sistemas de prevenção, que funcionam justamente para limpar as impurezas dos combustíveis, como injetores com sistema auto-limpante, e a gasolina aditivada é indispensável. Para Lucioli, a proposta da gasolina aditivada é manter um sistema de alimentação de combustível mais limpo e isso produz melhores resultados, mesmo em motores modernos.
Veja a diferença entre os tipos de combustíveis:
Gasolina comum: A brasileira possui cerca de 25% de etanol em sua composição. Não possui corantes ou aditivos.
Gasolina aditivada: possui detergentes que evitam a formação das chamadas gomas e protege o filtro e as tubulações do veículo. Também mantém os bicos injetores limpos.
Gasolina premium: tem a maior octanagem entre as gasolinas vendidas, fator que permite melhor aproveitamento do potencial do motor.

Fonte: Terra

terça-feira, 24 de julho de 2012

Manutenção da direção hidráulica



A direção hidráulica deixou de ser um acessório de luxo e se tornou um equipamento necessário e comum, na maioria dos veículos leves e até nos pesados. Para o bom funcionamento do conjunto é preciso que todos os componentes estejam trabalhando em perfeitas condições. O sistema é constituído pelo mecanismo de direção, bomba hidráulica, reservatório de óleo e tubulações de alta e baixa pressão.

Em veículos equipados com direção hidráulica, o motorista comanda a parte mecânica do conjunto com facilidade, pois o maior trabalho é feito hidraulicamente. A ação hidráulica ocorre com auxílio do fluido, que está sob alta pressão, de um lado ou do outro da cremalheira. A bomba hidráulica é acionada quando o motor entra em funcionamento, utilizando o fluido do reservatório e enviando a pressão necessária para o mecanismo da direção. Se ocorrer falhas no sistema hidráulico, o mecanismo funciona como uma direção comum.

Um mecanismo hidráulico de direção - sistema pinhão e cremalheira, do tipo que equipa os veículos da VW, além dos ítens citados acima, contém pinhão e cremalheira, pinhão e válvula e cilindro hidráulico. A vazão da bomba determina a velocidade de giro do volante, assim como a pressão para esterçar as rodas. Já a válvula analisa a resistência do volante e direciona o fluido para um dos lados do cilindro. Nesse mecanismo, a bomba hidráulica, instalada no motor, é acionada por meio de polias e correia, utilizando os tubos para conduzir o fluido.

Como encontrar falhas

De acordo com a TRW é muito importante que o profissional identifique qual é o problema, para saber o que está causando a falha e onde ela está. Escute as descrições do cliente com atenção e não esqueça de algumas perguntas como: se a direção está mais pesada e para qual lado, se fica inoperante quando o veículo está parado ou em manobras, e se o auxilio hidráulico pára repentinamente. Depois, dirija o carro, mas antes certifique-se de que pode ser movimentado. Antes de retirar o conjunto, faça uma análise completa do sistema. A manutenção preventiva recomendada pelo fabricante é a cada 50 mil km.


Fonte: omecanico.com.br

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Fabricantes de veículos aprimoram o motor flex



O futuro da indústria automotiva depende de investimentos robustos em tecnologia e inovação para ampliar a eficiência dos motores. Além de gastar pouco combustível, os veículos terão de emitir menos CO2, para mitigar os efeitos do transporte sobre o clima. Segundo a Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea), a eficiência energética está entre os pontos prioritários para os fabricantes e já é estratégica quando o tema é vencer a concorrência. A tendência, no entanto, é pelo aprimoramento dos motores “flex fuel”, que aceitam etanol ou gasolina, demonstrando vantagens também na hora de manter o orçamento do consumidor – que opta pelo combustível mais barato.

De 2003 a 2012, foram vendidos no mercado brasileiro 16,7 milhões de veículos equipados com motores flexíveis. Ao somar a frota brasileira, a Anfavea estima que 50% dos veículos leves hoje em circulação possuem esse tipo de motorização. Em desenvolvimento nos laboratórios das montadoras em todo o mundo está uma alternativa híbrida, capaz de combinar o consumo de combustíveis líquidos (etanol e gasolina) com a eletricidade.

Os protótipos ainda não alcançaram, de acordo com a entidade, uma relação custo-benefício adequada e, por isso, estão em fase experimental. O transporte de passageiros é, sem dúvida, um dos segmentos que mais se beneficiariam desse tipo de motor e motivou a produção de ônibus híbridos no Brasil – com unidades que já circulam em Curitiba e São Paulo.

Enquanto o caminho da indústria automobilística é o de construir motores eficientes para qualquer fonte energética, os produtores de combustíveis como o etanol buscam saídas para que ele se torne preferência nas bombas.

Para Alfred Szwarc, consultor de emissões e tecnologia da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), é possível intensificar os esforços no desenvolvimento de motores capazes de consumir menos etanol, tirando na mecânica parte da perda energética do combustível de cana. “Os motores flex são baseados na gasolina. Para aproveitar melhor o etanol, é preciso desenvolver soluções que levem em conta as características do combustível”, afirma.

Se na geração de energia o etanol 30% rende menos, ele é imbatível na redução das emissões. De acordo com Ricardo Castello Branco, diretor de etanol da Petrobras, o combustível de cana, quando comparado à gasolina, reduz em 80% a emissão de CO2.
O combustível já responde por 14,1% da energia utilizada nos transportes do país, de acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e já comprovou seus ganhos para o meio ambiente. “A produção de etanol de cana é hoje uma das melhores tecnologias comerciais para mitigar os efeitos ambientais”, afirma o executivo da Petrobras. Outro efeito positivo é a cogeração de energia elétrica, que aproveita o bagaço da cana, evitando a queima de combustíveis fósseis.

Entre os entraves para adoção irrestrita do etanol está o preço, cada vez mais próximo ao da gasolina. “A gasolina é subsidiada no Brasil, com melhores condições tributárias. Ter as mesmas vantagens já ajudaria muito”, afirma Szwarc.

O segmento sofre ainda com a regulação de preços dos combustíveis fósseis, que são armas da política fiscal para evitar a inflação e estão praticamente congelados há oito anos. A estratégia é benéfica para a macroeconomia, mas cria pressão sobre os custos de produção do etanol. Szwarc lembra ainda que a redução das emissões é um lucro ambiental não computado pelo governo.


Fonte: eduardocrespo.com.br

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Cinto de Segurança do Automóvel deve ser revisado periodicamente



Todos os condutores sabem que o cinto de segurança é um item indispensável em caso de colisões. O dispositivo impede que o passageiro seja projetado para fora do veículo ou que bata a cabeça. Além do uso do cinto de segurança ser obrigatório, sujeito à multa, as estatísticas demonstram que esse equipamento reduz tanto a gravidade dos acidentes quanto a ocorrência de ferimentos.

Contudo, poucas pessoas se atentam ao fato de que o cinto de segurança também deve passar por manutenção. Alguns cidadãos não se lembram de verificar o equipamento após algum acidente de trânsito. Segundo o especialista em segurança automotiva, Fabrício Harold, “muita gente não lembra, ou não sabe, que o cinto precisa de manutenção. Deve ser revisado periodicamente”, afirma.

Antes de sair da montadora de veículos, o cinto passa por vários testes, incluindo: durabilidade, aceleração, sensibilidade, bloqueio angular, entre outros. Porém, quando o veículo sofre uma carga excessiva, pode apresentar alguns defeitos, como: desfiamento da cinta, engripamento da máquina ou problemas no fecho.

Dados do Centro Experimental de Segurança Viária relatam que poucas pessoas se lembram de checar o cinto, mas, em caso de colisão, o correto é realizar a troca do equipamento. Quando fizer a troca do cinto de segurança, o proprietário de veículo deve verificar se o equipamento é compatível com as especificações do carro, além de possuir certificado de qualidade.


Fonte: gebramseguros.com.br

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Projeto pretende viabilizar uso de biodiesel puro como combustível



Um projeto de lei que pretende permitir o uso de biodiesel puro (B100) como combustível para veículos de passeio e de carga leve (até três toneladas) deve entrar na pauta da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados no início de agosto. O relator do projeto nº 3.029/11, deputado Dimas Fabiano (PP-MG), vai entregar seu parecer após o recesso parlamentar, e sua inclinação em relação à proposta não foi divulgado.

Apresentado pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), o PL defende que o País seja exemplo na utilização do biodiesel em larga escala, uma vez que a medida ajudaria na conservação ambiental. Segundo o engenheiro agrônomo Mauro Osaki, pesquisador da área de grãos do Centro de Pesquisas Econômicas (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), o uso do biodiesel, ainda, contribuiria para a redução de emissão de gás carbônico.

Uso é possível tecnicamente

O engenheiro mecânico Thomas Renatus Fendel diz que, tecnicamente, é possível utilizar biodiesel puro como combustível. Porém, o processo de transesterificação, que torna o óleo vegetal em biodiesel, consiste na adição de produtos químicos que podem diminuir a durabilidade do motor. "O óleo vegetal seria muito melhor", opina Fendel. As possibilidades, segundo o engenheiro, seriam misturar cerca de 20% do óleo ao diesel, ou ainda utilizar o combustível como matéria-prima única para a movimentação dos veículos, com a instalação de kits de adaptação.

No Brasil, a principal matéria-prima utilizada para a formulação do biodiesel é a soja, embora outros produtos possam ser empregados para o mesmo fim, como milho, sebo animal, óleo de dendê e de canola. A desvantagem, na avaliação de Osaki, está no fato de que essa matriz energética se torna dependente do clima. "Se ocorre uma seca, não vai ter matéria-prima. Assim, como eu posso garantir a oferta?", questiona o pesquisador, mencionando as mudanças climáticas que vêm interferindo na produção agrícola no País. Além disso, ele aponta que o custo-benefício é muito baixo, já que o preço dos alimentos está sujeito à disponibilidade no mercado. "Acho um pouco perigoso produzir biocombustível a partir de alimento. O valor da soja, por exemplo, está alto. Tem que ver se a sociedade está disposta a pagar", critica. O pesquisador aposta em alternativas que priorizem a energia eólica ou solar como fonte, que seriam mais vantajosas e fáceis de controlar.


Fonte: Cartola - Agência de Conteúdo / Especial para o Terra

terça-feira, 17 de julho de 2012

Carros poderão ter medidor digital de combustível



A Câmara analisa o Projeto de Lei 3479/12, do deputado Augusto Coutinho (DEM-PE), que inclui o medidor digital de combustível como equipamento obrigatório de veículos - importados e fabricados no Brasil.

O Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) estabelece, atualmente, a obrigatoriedade de cinto de segurança, encosto de cabeça para os bancos, catalisador e airbags.

De acordo com a proposta, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) terá um ano para regulamentar a lei. As regras começarão a valer até quatro anos após a regulamentação.

Coutinho citou denúncia da imprensa de que frentistas e gerentes acionavam um dispositivo, por controle remoto, para abastecer os carros com quantidade menor de combustível do que aparecia na bomba.

Segundo Coutinho, o medidor digital ajudaria a detectar a fraude e facilitaria a fiscalização dos postos de combustíveis. "O Poder Público deve agir de forma efetiva, proporcionando os meios de transparência para a sociedade fiscalizar a qualidade e a quantidade de combustível consumido."

Tramitação

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-3479/2012


Fonte: Agência Câmara de Notícias